Quando o exame de densitometria óssea é indicado?

Arquivo em: Densitometria Óssea — Clínica da Mama @ 3:00 pm dezembro 27, 2017

Antes de falar sobre a densitometria óssea é importante falar sobre a osteoporose, doença caracterizada pela diminuição da densidade óssea, quando o osso se torna mais fino e poroso. Essa alteração o enfraquece, tornando-o mais suscetível a fraturas espontâneas ou após algum trauma.

A Osteoporose está diretamente ligada ao avanço da idade e pode atingir tanto homens quanto mulheres, porém devido à menopausa e por ter os ossos mais finos e leves, a incidência em mulheres é maior. Quando seu organismo interrompe o ciclo menstrual, há falta de estrogênio, o que leva a uma diminuição na reabsorção do cálcio e menor fabricação de matéria óssea, interferindo no tecido ósseo da mulher.

Além disso, há outras causas que levam ao aparecimento da osteoporose, incluindo fatores genéticos e ambientais. Pessoas com histórico familiar da doença ou que possuem alimentação deficiente em cálcio e vitamina D, podem aumentar as chances de adquirir a doença. Alguns hábitos de vida também podem ser fatores determinantes, como o sedentarismo, alcoolismo, tabagismo, consumo excessivo de café e bebidas gaseificadas, por exemplo.

Há sintomas claros que indiquem a osteoporose?

A doença é silenciosa e geralmente se desenvolve de forma assintomática. Ela “rouba” as reservas guardadas durante décadas, até que os ossos fiquem tão fracos a ponto de uma fratura acontecer. As consequências mais comuns são as fraturas por compressão das vértebras, que provocam um achatamento da coluna e uma diminuição da estatura, fraturas de quadril, punho e costelas, entre outros locais. Além disso, a pessoa pode sentir dores, dependendo do lugar acometido.

Como prevenir a doença?

Ter uma alimentação rica em cálcio ao longo da vida é muito importante. Inserir na dieta derivados do leite, vegetais de folhas verdes, carnes e peixes, e tomar sol, necessário para a formação da vitamina D no organismo. A prática de atividades físicas regulares ajudam a prevenir o aparecimento da doença.

Não há cura para a osteoporose, mas há tratamento, que é indicado de acordo com cada paciente.

Mas, de que forma a osteoporose pode ser identificada?

É nesse momento que a densitometria óssea é indicada. O exame é a principal forma de diagnosticar essa doença, pois fornece a medida quantitativa da perda de massa óssea do paciente e detecta precocemente a osteoporose.

O procedimento é rápido, indolor e não invasivo. Não é necessário preparação para o exame, como ficar de jejum ou interromper o uso de medicamentos. O paciente não necessita repousar após o exame e pode retornar às suas atividades normalmente.

O exame mede a densidade do osso em pelo menos dois locais, que costumam ser os mais afetados: a coluna lombar e o fêmur. A comparação dos resultados obtidos pelo paciente com os valores de referência para um grupo semelhante, tanto em idade quanto em sexo, determina o grau de comprometimento dos ossos. Este exame é recomendado para mulheres acima de 60 anos ou em pessoas de ambos os sexos com queixas da doença.



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